Foto: Jéssica Rosso
Foto: Jéssica Rosso

Os vereadores de Criciúma aprovaram na Sessão desta segunda-feira, 21, em segunda discussão e votação, o projeto de lei que altera de dois para cinco anos o período obrigatório de residência em Criciúma aos estudantes, comprovadamente carentes, que queiram solicitar auxílio da prefeitura em Bolsas de Estudo. As pessoas com deficiência, independentemente da situação de carência, também continuarão contempladas.

O presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Ricardo Fabris, ressaltou que ficou surpreso com a afirmação levada pelo vereador Dr. Mello (PT), de que nunca faltou Bolsa de Estudos para nenhum aluno. “Acredito que não precisaria ser votado tão rapidamente, porque só vai passar a valer para o próximo semestre. O que precisa ser analisado, agora, são os números em relação ao repasse da prefeitura para a Unesc”, completou.

Na sessão desta semana, os estudantes acompanharam novamente a votação, e com cartazes fizeram a sua manifestação contrária à aprovação do projeto de lei. O reitor Gildo Volpato e pró-reitores também estiveram no Legislativo e a Sessão foi suspensa por alguns minutos. Em reunião com todos os parlamentares, na sala da presidência discutiu-se a possibilidade de criar uma comissão para verificar melhor esse assunto. Hoje, na Casa, há uma Comissão Permanente de Educação. No entanto, nenhuma posição mais concreta foi tomada.

Tanto o projeto, quanto a emenda, receberam 13 votos favoráveis e quatro votos contrários. Votaram contrários os vereadores da bancada do PSDB (Dailto Feuser, Edson Aurélio e Moacir Dajori), e o vereador Dr. Mello (PT), assim como na primeira votação.

“Os estudantes só querem conversar com o prefeito. Será que os 7% destinados à Bolsa de Estudo estão sendo realmente aplicados? Quantos alunos foram contemplados e quantos foram prejudicados? Queremos transparência com o dinheiro público”, questionou o vereador Edson Aurélio (PSDB).

“Estivemos reunidos antes da Sessão e fiz um apelo para que fosse retirado e desse oportunidade ao prefeito para ouvir os estudantes, mas não foi aceito”, comentou o vereador Dr. Mello (PT).

“Tentamos retirar para se ter discussão, para que fosse melhor discutido, para votarmos tranquilos. Continuamos votando contrários”, comentou Dailto Feuser (PSDB). “O reitor Gildo Volpato veio e pediu para tirar, mas não foi ouvido. A educação não tem divisas”, comentou o edil Moacir Dajori (PSDB).

A Polícia Militar e Guarda Municipal também estiveram na Casa, para prestar auxílio.

Francine Ferreira – Daniela Savi

Fotos: Jéssica Rosso