foto: Divulgação
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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu pela cassação do mandato do vereador João Batista Bom (o “Tita”, sem partido), de Urussanga, por infidelidade partidária. O TRE entendeu que o parlamentar se desfiliou do PMDB sem justa causa. A decisão foi unânime.

A cassação altera o cenário político em Urussanga por assegurar ao Governo do Município a maioria na Câmara, que estava em risco desde que Tita saiu do PMDB. Nas eleições de 2012, foram eleitos cinco vereadores governistas e quatro de oposição.

Na defesa, Tita alegou ter se desfiliado após sofrer “grave discriminação”, que culminou na exoneração de dois servidores por ele indicados na Secretaria de Educação. O PMDB usou no processo uma entrevista em rádio local em que o vereador duvidava que teria o mandato cassado porque a Justiça demoraria pra decidir.

O TRE, contudo, entendeu que o vereador não comprovou as alegações e que a demissão de servidores comissionados não necessariamente caracteriza represália. O Ministério Público também já havia se manifestado pela cassação. Tita pode recorrer da decisão do TRE.

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