Ainda sem vencer no comando do Criciúma, o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, gostou do empenho da equipe no empate com o Avaí em 2 a 2 na noite chuvosa de quarta-feira. O treinador evitou transferir a culpa do resultado para a arbitragem, mas estranhou as inúmeras faltas de ataque marcadas pelo árbitro Célio Amorim e lamentou o estado ruim do gramado, prejudicado pela chuva, principalmente no segundo tempo.

— Eu daria nota 10 para os atletas em dedicação, mas a parte técnica ficou prejudicada pelo estado do campo — justificou.

O técnico também elogiou a participação do estreante Marcel no ataque do Tigre. De acordo com Vadão, Marcel tinha que prender a bola para a chegada dos velocistas, o que aconteceu enquanto o campo ainda não estava muito pisoteado e pesado.

A formação com três atacante (Lins, Fabinho e Marcel) também deixou Vadão satisfeito. O problema é que, diante da Chapecoense, no sábado, o treinador não poderá contar com Fabinho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

— A formação me agradou, só que não deu para a gente ter uma observação mais completa devido ao campo. Só que agora teremos dois desfalques e teremos que remontar a equipe novamente para o jogo de sábado.

O técnico também falou sobre a falta (fora da área) não marcada sobre Fabinho, que depois deu origem ao gol do Avaí, e o pênalti não marcado sobre o meia Marquinhos, do Avaí. Na hora da falta sobre Fabinho, os jogadores do Criciúma pediram pênalti.

— Eu estava longe, difícil falar, mas se a gente faz 3 a 1, o jogo é outro. Mas não quero transferir nada para a arbitragem. Não tem que ficar crucificando o árbitro, pois o campo estava ruim para todos. Eu me queixei até mais do número de faltas que ele deu, do que pelos pênaltis — disse.

Além de não ter Fabinho para o duelo com a Chapecoense, Vadão não terá o zagueiro Fábio Ferreira, também suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Por outro lado, Tiago Dutra poderá ficar à disposição do técnico.

DIÁRIO CATARINENSE