O torcedor sabia que seria difícil e sofrido, mas a participação do Criciúma na Série A está, até agora, complicada. Apesar da boa estreia, com a vitória sobre o Bahia que deu esperanças de um Tigre Campeão Catarinense seguindo com um futebol ofensivo, as duas derrotas fora de casa mudaram muitas opiniões.

Com um jogo apático, sem a velocidade e o ataque agressivo que mostrou no Estadual, o Tricolor do Sul tomou 2 a 0 do Inter e 3 a 0 do Flu, caiu da vice-liderança para a 12ª posição e tem a quarta pior defesa – seis gols tomados. Claro que o Brasileirão está apenas na terceira rodada, e as mudanças na tabela acontecem com maior frequência, mas o aproveitamento da equipe catarinense poderia ter sido melhor. É o que acredita Vadão, que aponta uma clara queda no Criciúma.

– Nós fomos bem abaixo, essa que é a realidade. Acho que temos uma característica de jogo. Se cadenciasse, o Fluminense, com a qualidade que tem, fatalmente ficaria mais tempo com a bola no pé e teria mais chance de nos envolver. Não tivemos uma marcação como aquela que estávamos acostumados a ver. Acho que pecamos nisso e se for jogar assim contra equipes de qualidade, não pegando na hora que temos que pegar, e ter a velocidade que sempre tivemos, fica difícil.

E não foi por falta de opções. Quando um esquema não deu certo, o treinador mudou. Quando um atleta estava mal, outro assumiu a função. A formação com três atacantes funcionou na estreia e foi mantida para a segunda rodada. Contra o Colorado gaúcho o time foi mal e mudou para o 4-4-2, que também falhou. Vadão deixa der lado o fator técnico e fala na vontade do jogadores em campo.

– Sabia que teríamos uma dificuldade muito grande de jogar contra o Fluminense. Diante das dificuldades pelos adversários, a gente não pode deixar de jogar diante de Fluminense, Internacional, Corinthians. Temos que jogar o que estamos acostumados e ainda aumentar um pouco mais. Nesses dois jogos, contra Fluminense e Internacional, ficamos muito abaixo da partida contra o Bahia. Não estou nem fazendo uma comparação técnica, mas em termos de marcação e pegada, de ânimo, de personalidade, de confiança. Acho que faltou a gente jogar dentro do nosso padrão. Aceitamos muito o jogo cadenciado. Quando você vai jogar e aceita o jogo cadenciado de uma equipe que é muito melhor tecnicamente, você vai correr o risco sempre. Acho que fugimos do nosso padrão e temos que voltar rapidamente para estas duas partidas em casa.

É justamente o Heriberto Hülse que aparece como arma da equipe para tentar dar a volta por cima. O resultado positivo na primeira rodada contra o Bahia inspira o torcedor a lotar o Majestoso nas duas próximas rodadas: quarta, contra o Santos às 19h30min; e sábado, contra o Flamengo, às 16h20min.