Três pontos norteiam a carta de reivindicações que representantes dos trabalhadores e das empresas carboníferas que foram entregues ao ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias. O primeiro pede a possibilidade de pagar as horas em que o mineiro se desloca para o local de trabalho, antes de chegar ao subsolo, como hora-extra. O segundo item pede a validação das jornadas compensatórias de trabalho. “Essas iniciativas já são aplicadas, porque estão regulamentadas nas convenções coletivas. Mas alguns juízes não aceitam. Queremos que seja unificado”, explicou o presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores, Genoir dos Santos, o Foquinha.

O terceiro ponto pede uma alteração na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permitindo que as mulheres trabalhem no subsolo. “Hoje a lei diz que apenas o homem, de 21 a 50 anos, pode trabalhar. Já temos mulheres atuando e queremos dar mais segurança a elas”, ponderou Foquinha. O ministro Manoel Dias recebe o documento e disse que vai se inteirar do assunto. “Vou analisar e fazer o possível para resolver as questões”, disse.

Dias participou do evento que abriu o XIII Seminário da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na Mineração (Cipamin), que começou nesta segunda, 29, e segue até a próxima quarta-feira, no auditório I da Satc. Trabalhadores das Comissões Internas de Prevenção a Acidentes (Cipas), das minas de carvão, participam das palestras. O evento é coordenado pela Comissão Regional do Setor Mineral, que atua há 13 anos melhorando aspectos de segurança, trabalho e meio ambiente no ramo carbonífero.

O ministro lembrou do início de sua vida profissional, nas décadas de 1950 e 1960, quando atuou no Sindicato dos Mineiros de Criciúma ao lado do sindicalista Jorge Feliciano. “Aprendi muito, naquela época a extração era bem diferente de hoje. Nós íamos para a boca da mina separar o carvão da pirita com as escolhedeiras”, ressaltou.

Redação Portal Satc