Foto: Divulgação
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Meninas entre 9 e 13 anos que começaram a ser imunizadas contra o papiloma vírus humano (HPV), em março, já podem tomar a segunda dose da vacina nas unidades básicas de saúde. A mobilização nacional, com o objetivo de alertar para a prevenção do câncer de colo do útero, começou no início deste mês. No entanto, os postos têm registrado baixa adesão à campanha até agora.

Em Tubarão, das 2.610 meninas que precisam ser vacinadas, apenas 1.232 (47%) participaram da primeira campanha e, destas, somente 250 voltaram para a segunda dose. De acordo com a programação das unidades de saúde, a previsão é de que, até a próxima terça-feira, mais 400 meninas estejam imunizadas. Conforme os representantes da Fundação Municipal de Saúde, como a aplicação das doses contra o HPV é realizada nas escolas – e é necessário um agendamento prévio com as instituições – os profissionais de saúde seguem o calendário escolar.

Do total de meninas em Santa Catarina que deveriam ter recebido a primeira dose da vacina contra o HPV, apenas 55% foram imunizadas, entre março e agosto deste ano.

O volume representa pouco mais da metade do resultado alcançado em 2014, quando a cobertura vacinal da primeira dose alcançou 102%. E está bem abaixo da meta da secretaria de estado da saúde que é atingir, no mínimo, 80% do total de 146.961 meninas.

Estratégia para ampliar cobertura
A estratégia lançada ontem pela secretaria de estado da saúde para ampliar a cobertura da vacina contra o HPV é promover a articulação com a secretaria de estado da educação e com as secretariais municipais da educação. “Onde houver interesse, pretendemos realizar a vacinação nas escolas em parceria com os municípios e com as instituições de ensino”, declarou o secretário de saúde, João Paulo Kleinübing. Essa ação foi adotada em 2014 em todo o país e foi fundamental para os resultados positivos apresentados.
A vacina quadrivalente oferece proteção para os quatro tipos de câncer de colo de útero. Essa é a terceira causa de morte da doença entre as mulheres no país, atrás do câncer de mama e de pulmão. Em Santa Catarina, são 480 novos casos por ano e 160 óbitos. “Precisamos fazer com que essa vacina entre no calendário das famílias para garantirmos a proteção das meninas catarinenses”, afirmou Kleinübing.

Ação nas escolas
Em Laguna, durante esta semana os profissionais de saúde realizarão a imunização nas escolas do município. “Estamos intensificando a campanha trazendo a vacina para todas as escolas da rede municipal, estadual e particular”, explica a coordenadora dos programas de saúde, Rachel Copetti. Esta segunda dose de imunização também é oferecida às meninas com 14 e 15 anos, mas que já tenham tomado a primeira. “O público de 9 a 13 anos que não tomou a vacina também pode realizar a primeira dose agora”, explica.

Site exclusivo
O lançamento de um hotsite (www.dive.sc.gov.br/hpv) também reforçará a disseminação das informações sobre o vírus, as manifestações clínicas relacionadas e a importância da vacinação. A ferramenta vai auxiliar no controle das datas para aplicação das segunda e terceira doses. Os especialistas recomendam que pais e responsáveis orientem suas filhas sobre a vacina, já que essa intensificação de rotina é muito importante para elas ficarem protegidas na idade adulta. “Estudos internacionais comprovam que 70% da população sexualmente ativa já entrou em contato com o HPV, principal agente causador do câncer de colo de útero”, alerta o médico infectologista Fábio Gaudenzi de Faria, superintendente de vigilância em saúde.