Cerca de 300 agentes penitenciários catarinenses visitaram as 49 unidades prisionais de Santa Catarina durante três dias, durante da Operação Presença. A ação iniciou na sexta-feira (1) e foi coordenada pelo Departamento de Administração prisional (Deap). Homens da Força Nacional, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Estadual e Federal auxiliaram durante a operação. Segundo o diretor do Deap, Leandro Lima, a rotina do sistema prisional está normal.
A iniciativa está relacionada a segunda onda de atentados em Santa Catarina, que começou na noite de 30 de janeiro e até as 9h50 deste domingo (3) a Polícia Militar confirmou 114 ataques. Veículos foram incendiados e foram disparados tiros e jogados coquetéis-molotovs contra prédios públicos em 37 municípios. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a suspeita é que as ordens sejam comandadas por uma facção criminosa e partam de dentro dos presídios.
O trabalho na Operação Divisas iniciou na quinta-feira (28), quando o grupo visitou a Penitenciária de São Pedro de Alcântara, que abriga 1,2 mil presos, a maioria considerada de alta periculosidade. Bilhetes, cartas e seis facas artesanais foram apreendidas durante pelos agentes.Segundo Lima apenas em duas unidades foram registrados incidentes. Em Chapecó, no Oeste, dois detentos se recusaram a retornar para a cela após o banho de sol por alguns momentos. Em Jaraguá do Sul, no Norte, outro preso foi agredido pelo colega de cela, mas recebeu atendimento médico e passa bem.
De acordo com o diretor do Deap, o objetivo da operação foi cumprido. “A operação foi um sucesso, pois em todas as unidades vistoriadas não foram registradas ocorrências graves. Nossas equipes percorreram em média 700 quilômetros por dia. A rotina do sistema está normal”, disse o diretor do Deap, Leandro Lima.