O número de médicos em atividade no Brasil chegou a 388.015 em outubro de 2012, segundo registros do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Isso significa que o país tem dois profissionais por grupo de mil habitantes. O dado também confirma uma tendência de crescimento da categoria que já perdura 40 anos.

Entre 1970, quando havia 58.994 profissionais, e o último trimestre de 2012, o número de médicos saltou para 557,72%. O percentual é quase seis vezes maior que o crescimento da população, que em cinco décadas aumentou 101,84%.

Os motivos desse aumento mais que significativo deve-se a abertura de muitos cursos de medicina, pelo aumento de novos registros (+ de 4% ao ano), por mais entradas que saídas de profissionais do mercado de trabalho e pela longevidade profissional.

A diferença entre saída e entrada de médicos no mercado forma um contingente de 6.000 a 8.000 novos médicos a cada ano.

A distribuição de médicos registrados no CFM por mil habitantes nas capitais tem como ranking a capital Vitória com 11,61%, Porto Alegre 8,73% e Florianópolis 7,72%, deixando a capital Macapá com o menor índice de 1,38%.

O Brasil nunca teve tantos médicos. Apesar disso, eles continuam concentrados em certas regiões e estruturas de atendimento. Essas são as conclusões da pesquisa Demografia Médica no Brasil.

Poucos no SUS

Os dados analisados no segundo volume do estudo também sugerem a existência de um número insuficiente de profissionais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

As informações fornecidas pelo Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) identificaram 215.640 médicos que atuam em serviços públicos municipais, estaduais e federais. O número representa 55,5% do total de 388.015 médicos ativos registrados nos Conselhos Regionais de Medicina.

Nos dados de médicos do SUS, o estudo traz ressalvas: há falhas na alimentação das bases e parte dos médicos em regimes de plantão e terceirizados podem não constar do cadastro nacional, subestimando o número de profissionais que trabalham no SUS.