Foto: Notisul/Divulgação
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Não é de hoje que os gestores municipais reclamam do aumento das despesas e da queda nas receitas. O problema agravou-se neste ano, junto com a crise que se instalou em todo o país.

Assim como a população, os prefeitos também sentem as consequências dos reajustes. Os combustíveis e a energia mais caros, por exemplo, refletem diretamente no funcionamento da máquina pública. Como efeito, os municípios estão no vermelho, alguns um pouco mais, outros um pouco menos.

Estas dificuldades levaram os prefeitos do Vale do Braço do Norte a reunirem a imprensa, nesta sexta-feira, para uma entrevista coletiva. O principal propósito foi detalhar a situação de cada município, levar a situação ao conhecimento da população.

“Quando fizemos o orçamento, tínhamos uma previsão de despesas x. Os aumentos são despesas que não estavam previstas, e pesaram bastante. O piso salarial dos professores também aumentou mais que o repasse do Fundeb”, explica o prefeito de Braço do Norte, Ademir Matos (PMDB).

“O FPM vem caindo de forma drástica. O ICMS não é diferente, porque nossas empresas não estão vendendo. Hoje, vendemos 50% menos. Tem empresa com queda de até 70%. Temos que encontrar saídas”, acrescenta o prefeito de São Ludgero, Volnei Weber (PMDB).

A situação é complicada. Mesmo assim, por enquanto, os gestores descartam a possibilidade de ocorrerem demissões. “Nosso município, não tenho vergonha de dizer, é o pior da região quando se fala em dívidas. Só de precatórios, pagamos recentemente R$ 600 mil”, relata o prefeito de Grão-Pará, Amilton Ascari, o Breca (PSD).

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