A órbita perigosamente perto do nosso planeta do asteroide 2012 DA14, especialmente depois da chuva de meteoritos que atingiu a Rússia no começo de fevereiro levou a Agência Espacial Europeia (ESA) a planejar uma missão para um ataque espacial ao asteroide binário Didymos, em missão batizada de AIDA, sigla de Asteroid Impact and Deflection Assessment.

Querem mandar, com a ajuda da NASA (agência espacial americana) duas naves para interceptar o asteroide duplo. Uma das naves iria de encontro frontal com o Dydimos e se destrói com o impacto, a 6.25 quilômetros por segundo, o que não acabaria com o asteroide, mas afetaria sua órbita.

Enquanto isso, a outra grava tudo, para que se possa analisar, na Terra, o resultado da missão, com o cálculo da nova órbita depois do impacto. O asteroide “irmão” seguiria a órbita do principal, que é maior. A observação da dinâmica do impacto e da cratera resultante, permitirão estudos importantes que podem nos ajudar a, eventualmente, se for necessário, desviar outros asteroides que possam estar colocando nosso planeta em perigo.

A energia libertada no impacto da nave com o asteroide, a vários quilómetros por segundo, é semelhante a de um grande pedaço de lixo espacial que atinja um satélite. A missão poderia então ajudar a modelar danos severos em outras naves, causados pelo lixo espacial.

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