Exatamente às 17h de ontem as portas dos autoatendimentos das agências bancárias de Tubarão estavam fechadas. Na Caixa Econômica Federal, no Centro, as luzes foram apagadas. Somente o Bradesco demorou para fazer o mesmo: as máquinas pararam de funcionar às 17h45.

O corretor de seguros Sidnei da Silva foi o primeiro a ser surpreendido com o fechamento do autoatendimento. Ele, que precisava depositar um cheque na CEF para viajar hoje cedo, apertou o botão da porta várias vezes, bateu no vidro e não adiantou: o vigilante informou que já havia fechado. “É um absurdo! Essa atitude não vai resolver, pois é necessário ter seguranças para o bem da coletividade. Agora, vou tentar trocar o cheque com algum conhecido para poder viajar”, diz, indignado.

Segundo matéria publicada pelo Portal Diário do Sul, Para o corretor de imóveis Vilson Luiz Back, que precisava realizar um depósito, não é somente um segurança nos autoatendimentos que resolverá o problema. “É preciso colocar mais policiais e a Guarda Municipal nas ruas. Essa situação é vergonhosa, um absurdo. Agora vou ter que procurar a agência de Capivari de Baixo”, afirma.

Luís Augusto Búrigo também foi pagar uma conta e não sabia que os autoatendimentos estavam fechados. “Não vou discutir a lei. Se os bancos sabiam que a legislação existia, deveriam ter feito alguma coisa. As agências não querem pagar vigilantes e eu tenho que pagar juros?”, indaga.

O professor Matheus Bopprê precisava sacar dinheiro e não sabia o que estava acontecendo. “Não sabia que iam começar a fechar neste horário. Isso é uma palhaçada”. Já a professora Marilda Nunes acredita que a população deveria se mobilizar contra os bancos. “A maioria das pessoas trabalha em horário comercial e não tem tempo de ir nas agências, por isso usa os caixas eletrônicos. Agora, se fecham neste horário, o que vamos fazer? O povo deveria se mobilizar”, ressalta.
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á o vigilante Gilberto Marciano foi até o Bradesco e não conseguiu usar as máquinas, pois pararam de funcionar às 17h45. “Fui pego de surpresa. Precisava fazer um saque e não posso. Não dá para acreditar!”.