Foto: Nilton Alves/TN

A chuva intensa entre a noite da segunda-feira (2), e que segue até a manhã de hoje, causou estragos no Sul de Santa Catarina. Pelo menos 11 cidades do Estado tiveram ruas alagadas, cortes de árvores e deslizamentos de terra. Na Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), Forquilhinha e Orleans decretaram situação de emergência na tarde desta quarta-feira, 04.

Dentro dos 26 municípios catarinenses, pelo menos 10 mil pessoas foram afetadas até a noite de ontem. Em São Joaquim e na Serra, duas mortes foram registradas. Na cidade de Maracajá, as equipes do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e Defesa Civil Municipal, utilizaram bote para retirar um homem que ficou ilhado, no Centro.

Em Forquilhinha, a Rodovia VanteRovaris ficou sem acesso para veículos durante o dia de quarta-feira e um trecho do bairro NovaYorque ficou interditado. No município de Araranguá, o trânsito na Avenida XV de Novembro foi interrompido nos dois sentidos, da Rua Prefeito Walter Belinzoni até a Rua Dr. Virgulino de Queiroz.

Criciúma também teve registros de desastres. Conforme Fred Gomes, diretor da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Compdec), apenas na quarta-feira (4), foram atendidas cerca de 25 ocorrências, o que já resulta em mais de 50, juntando com os atendimentos do dia anterior. Na Rodovia Jorge Lacerda, no bairro Sangão (ponto próximo ao pontilhão), ficou intransitável por mais de 48 horas. Até a chuva cessar, Paulo Borges, diretor do Departamento de Trânsito e Transporte (DTT), orienta os condutores a buscarem rotas alternativas para ter acesso a Forquilhinha.

Em Criciúma, o bairro São Roque também foi bastante afetado pela chuva. Maria de Lurdes Novak Ferreira, de 64 anos, teve sua casa completamente inundada. Já na segunda-feira (2), quando ouviu os alertas da Defesa Civil, retirou todos os móveis de dentro da residência e levou para uma cancha de bocha próxima da localidade, onde recebeu abrigo de uma amiga. “Eu já sabia que iria alagar dentro de casa, então comecei a tirar tudo de dentro para salvar. Quando a chuva já estava enchendo o meu terreno, fui retirar minhas galinhas que estavam sendo cobertas pela água, caí e quebrei minha clavícula”, disse.

Maria de Lurdes Novak Ferreira, de 64 anos, teve sua casa completamente inundada. -Foto: Nilton Alves/TN

Não é a primeira vez que dona Maria precisa sair de casa pela mesma situação. Durante a noite, seu único pedido é que a chuva pare. “Ainda bem que consegui salvar a mobília da minha casa, saí de dentro junto com meu marido e meus dois filhos. É triste, mas já estou acostumada. Sempre acontece isso quando chove muito”, salientou a senhora, com tristeza no olhar.

Pedro Paulo Lima, de 64 anos, também é morador do bairro São Roque, em Criciúma, e confirma as situações constantes de alagamento. Diferente de dona Maria, sua casa não alagou porque tem uma estrutura alta. No entanto, cerca de um metro e meio do seu cercado ficou coberto pela água. “Da madrugada da terça-feira para cá, começou a encher. Quando foi feita a Rodovia Gabriel Arns, não pensaram muito sobre a saída de água, por isso acontecem esses episódios”, destacou.

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