Uma manifestação a favor da saúde pública foi realizada na tarde desta quarta-feira, em frente a prefeitura de Criciúma. Estudantes de medicina e médicos participaram do ato que ocorreu simultaneamente em todo o país. O objetivo é chamar a atenção das autoridades para os problemas relacionados a saúde da população. Entre as reivindicações a classe pede melhorias como o Saúde + 10, que propõe um projeto de lei que destina 10% do PIB nacional para a saúde pública, o reajuste da Tabela SUS, a PEC 454, o Revalida Sim, que consiste em uma prova aplicada para os médicos do exterior para que possam atestar suas capacidades e mostrar que estão aptos e atuar no país, a regulamentação da profissão médica, entre outros itens.

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Sul de Santa Catarina, Luiz Augusto Borba, as reivindicações são as mesmas em todo o país, mas todos os itens, se melhorados, refletem regionalmente também. “Criciúma faz parte do contexto porque aqui também tem sérios problemas. Podemos e devemos colaborar com os segmentos da classe médica. A ideia de fazer a manifestação aqui na prefeitura foi de um grupo de estudantes, mas recebeu todo o nosso apoio, porque sabemos que essa luta é importante para melhorar a saúde. Eles estão representando toda a classe médica”, ressalta Borba.

De acordo com ele, o Brasil precisa mudar muito para melhorar as condições de trabalho dos médicos e a qualidade no atendimento. “A Argentina investe 18% do PIB em saúde e o Brasil somente 3%. Isso tem que mudar. A prática da medicina é muito cara. Se não houvesse plano de saúde no Brasil, o que seria da saúde da população? Da mesma forma é a educação pública, precária”, salienta o presidente do sindicato.

Para o presidente da Regional Médica da Zona Carbonífera, Ricardo Martins, um dos principais pontos dessa manifestação é o Saúde + 10. “Há muito pouco investimento em saúde. Se não passar no congresso a emenda do Saúde +10, não haverá dinheiro para a essa área e não será possível fazer a melhorias. Precisamos aumentar o repasse para a saúde para a situação melhorar”, afirma ele.

Os cerca de 50 manifestantes que estavam em frente a prefeitura com cartazes e faixas, ainda fecharam durante alguns minutos a Rua Domênico Sônego. A Polícia Militar foi acionada para controlar o trânsito no local.