“Força igual nunca se viu, vamos lutar pelo futuro do Brasil”, assim pessoas de todas as idades iniciaram uma manifestação na avenida Marcolino Martins Cabral, em Tubarão, na noite de ontem. Para o aposentado Neri Machado Fagundes, de 76 anos, ir para rua já é um sentimento de vitória. “Eu vim mesmo com a chuva porque os políticos não agem de forma correta em nosso país. Votamos para melhorar o Brasil e eles melhoram o salário e a vida deles”, reclama.

Para a idealizadora do protesto, Júlia D’Espíndola Venâncio, o apoio ao ato público foi uma grata surpresa. “A ideia surgiu porque outros movimentos foram feitos e não surtiram o efeito esperado. Quando vi muitas pessoas aderiram à causa no facebook, decidi organizar por aqui e deu muito certo”, destaca. Além de Júlia, outras 15 pessoas ajudaram a programar o evento, que, segundo ela, resumiu o atual momento de democracia no país.

Segundo Maria das Graças, participar da manifestação é um momento para ver o Brasil melhorar. “Tem muitas coisas ruins: o salário, por exemplo, é uma vergonha. Tudo sobe e no fim do mês não se tem mais dinheiro, sem falar na educação e saúde”, reclama. O protesto em Tubarão teve a participação de cerca de 1,2 mil pessoas, que cantaram o hino nacional várias vezes e gritavam palavras de ordem. O ato terminou somente em frente à Unisul, no bairro Dehon.

A Polícia Militar acompanhou todo o ato, que foi totalmente pacífico. Hoje, o grupo pretende realizar outra manifestação, desta vez em frente à prefeitura de Tubarão. Um documento com reivindicações pela saúde e o transporte de qualidade será entregue ao prefeito Olavio Falchetti.

Lagunenses querem o fim do aumento salarial de adjuntos da prefeitura
Além apoiar os movimentos que ocorrem em todo o Brasil, cerca de duas mil pessoas foram às ruas de Laguna ontem para reivindicar vários fatores, entre eles, a preservação natural do município, o passe livre para os ônibus, o fim do aumento salarial para secretário adjuntos da prefeitura e contra a empresa Conserv, que realiza o saneamento básico da cidade.
Segundo um dos organizadores do movimento, Gabriel Ferreira Costa, os protestos nacionais também foram lembrados. “Precisamos de uma maior conscientização política em todo o país. Somos contra a PEC-37 e contra a presença de Marco Feliciano na comissão de direitos humanos”, destaca. A polícia militar acompanhou todo o movimento, que iniciou no Colégio Estella Maris, na avenida Brito Peixoto, e prosseguiu até o marco de tordesilhas, na avenida Colombo Machado Salles.

Polícia Militar faz recomendações aos cidadãos nas manifestações
O comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Nazareno Marcineiro, enviou ontem recomendações sobre as manifestações no estado. Para o comando da PM, a livre manifestação do pensamento é um direito garantido pela constituição, a qual se reveste em um exercício inconteste da cidadania. “Para isso, o cidadão precisa estar atento”, alerta Marcineiro.
Nestes locais de grande aglomeração, é possível que criminosos – que nada tem a ver com a manifestação – aproveitem-se do anonimato na multidão para provocar danos, depredação e outros atos de vandalismo. Por isso, é recomendado não levar crianças para estes eventos, não ser influenciado pela conduta de vândalos, não apoiar depredação, dano, ou qualquer outro ato de violência.
“Para quem não vai participar das manifestações fique atento às mudanças no trânsito. Vias públicas podem ser bloqueadas sem aviso prévio e serviços como transporte coletivo podem ser interrompidos temporariamente. O cidadão que tem compromissos importantes precisa levar em conta estes fatores para planejar rotas alternativas e antecipar os deslocamentos. Em casos de atos violentos, denuncie pelo telefone 190 ou pelo twitter da PMSC (@ P_M_SC).

Jovens realizam protesto em Imbituba
A manifestação ocorreu ontem com partida da Praça Henrique Lage, na pista de skate. Em seguida, os manifestantes prosseguiram até o Supermercado Althoff, na rua Irineu Bornhausen e das ruas Nereu Ramos e Ernani Cotrin até o Fórum. As manifestações foram pacíficas e sem vandalismo.
Os jovens reivimdicaram pelo transporte público, saúde e educação de qualidade. Com cartazes e gritos de ordem, o ato foi aplaudido pelos que não participaram, mesmo quem ficou em congestionamentos