Foto:Elvis Palma/Divulgação/Notisul
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Nesta sexta-feira, a greve dos bancários completou 11 dias e há 21 dias não é feita uma nova proposta e  o silêncio dos representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) preocupa os sindicalistas e funcionários das agências.

As 61 agências da abrangência da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), mais Lauro Müller e Orleans – um total de 19 cidades e 610 funcionários -, estão com as portas fechadas por tempo indeterminado. O presidente do sindicato da região de Tubarão, Armando Machado Filho, conta que nesta semana a confederação protocolou um ofício com o pedido da retomada das negociações com a Fenaban. “Esperamos que tenhamos um retorno sobre isso, pois é interesse da categoria negociar e chegar a um acordo. Optamos pela greve porque foi nosso recurso diante da proposta que recebemos”, salienta. “Quem sabe neste fim de semana tenhamos alguma notícia”, presume.

A paralisação foi decidida depois de 45 dias de negociações entre representantes dos trabalhadores e a Fenaban. Os bancários reivindicam a correção dos salários de 16% (com reposição da inflação e 5,7% de ganho real), plano de carreira e piso salarial de R$ 3.299, enquanto os patrões oferecem 5,5% de reajuste salarial e vales. A proposta inclui abono de R$ 2,5 mil, não incorporado aos vencimentos.

Federação tenta intervir

No atual cenário de retração econômica, o problema da greve ganha dimensão ainda maior e a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) pede que a Justiça do Trabalho consiga fazer com que as partes em litígio cheguem a um acordo capaz de encerrar a greve e minimizar os danos do varejo e dos consumidores.

A diretoria da federação emitiu uma nota com foco nas dificuldades e perdas. “O comércio e os serviços dos municípios catarinenses amargam prejuízos em razão da queda no movimento e das dificuldades operacionais para honrar compromissos com fornecedores. Grande parte dos comerciantes ainda tem o hábito de utilizar fisicamente as agências bancárias para os pagamentos, em detrimento das transferências digitais, ainda não assimiladas pela maioria dos clientes”, argumentou.

Os consumidores enfrentam dificuldades nas operações nos caixas automáticos, mais habituados ao atendimento humanizado nas agências. Além disso, os bancos fechados e a falta de dinheiro vivo reduzem as idas às lojas, em especial dos moradores de áreas rurais ou dos bairros de cidades maiores.

Jornal Notisul