Transferidos em fevereiro para unidades de segurança máxima federais, pelo menos 23 dos 40 presos catarinenses acusados de envolvimento direto com o chamado Primeiro Grupo Catarinense (PGC) vão continuar detidos em regime disciplinar diferenciado até fevereiro de 2014.

Os presos foram deslocados numa tentativa de combater as ondas de ataques registradas em Santa Catarina entre novembro de 2012 e fevereiro. Decisões do juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior, de Natal (RN), confirmaram nas últimas semanas a permanência de 20 detentos na Penitenciária Federal de Mossoró, também no Nordeste do País.

Entre eles estão cinco detentos com passagens pelo sistema prisional de Joinville ou que teriam participação nos ataques cometidos na cidade. Ao justificar as permanências na Penitenciária de Mossoró, o juiz destaca o suposto envolvimento dos presos com o PGC.

— Exerce função relevante dentro da facção, integrando o braço operacional do grupo, responsável pela execução das ordens emanadas pelos líderes, inclusive com prática de homicídios no interior de estabelecimento prisional — escreveu o juiz sobre Djonny Raulino, transferido de Joinville.

Outros 14 detentos catarinenses continuam em Mossoró, a Justiça poderá determinar a permanência deles no Nordeste. Apenas três presos, Lediel Gonçalves, Renê Augusto Rocha e Valmir Gomes, não deverão continuar na unidade federal.

Conforme anotado pelo juiz, não houve documentação que comprovasse a ligação do trio com os atentados. Lediel já teve passagem pela Penitenciária de Joinville e chegou a ser transferido após o assassinato de outro detento em 2011.

Também vão permanecer por um ano no Presídio Federal de Porto Velho (RO) outros três presos de SC transferidos em fevereiro.

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