Líder de facção criminosa, o assaltante Mario Antonio Laurindo, o Kiko Medalha, está foragido da Justiça catarinense. O criminoso, considerado pela polícia e autoridades do sistema prisional como sendo de alta periculosidade, aproveitou saída temporária de sete dias e não retornou à cadeia.

Kiko Medalha estava no regime semi aberto no Presídio Regional de Tubarão, no Sul do Estado. A autorização foi dada pela Comarca local e previa saída entre os dias 29 de maio a 5 de junho. Como não retornou, automaticamente passou a ser considerado procurado pelas polícias.

Na decisão judicial consta que teve direito à saída porque apresentava bom comportamento carcerário. Policiais civis foram alertados da presença do criminoso em Florianópolis, na área Continental.

Os antecedentes criminais dele são por latrocínio (roubo seguido de morte) e assaltos. Em 2011, foi um dos 40 presos transferidos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em presídios federais por envolvimento com o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e suspeita de liderar rebelião no sistema prisional.

O diretor da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Akira Sato, confirmou a informação que Kiko Medalha não retornou à cadeia e destacou a importância de denúncias da população que possam ajudar a polícia a prendê-lo. As informações podem ser dadas ao disque-denúncia da Polícia Civil (181).

De acordo com documentos judiciais que o DC teve acesso, Kiko Medalha é membro atuante responsável pela disciplina e batismos para o PGC, fazendo parte do conselho e um dos principais articuladores das ideologias da facção criminosa. Além disso, liderou motim em 2005 na Penitenciária de São Pedro de Alcântara.