A corte da justiça do Egito confirmou a sentença de morte de 21 pessoas envolvidas no massacre ocorrido em fevereiro de 2012. Cinco pessoas foram condenadas à prisão perpétua, 28 absolvidas e outras 73 receberam penas pequenas, afirmou o portal Al-Jazeera.

As sentenças de morte, publicadas em janeiro, geraram protestos e confrontos que resultaram na morte de pelo menos 30 pessoas.

A tragédia

Em fevereiro de 2012, 74 pessoas morreram em Port Said após uma partida de futebol entre o grande clube do Cairo, o Al-Ahly, e uma equipe local, o Al-Masry. Esta tragédia, a maior do futebol egípcio, ocorreu no estádio de Port Said, depois que o Al-Ahly sofreu sua primeira derrota da temporada para o Al-Masry (3-1). Centenas de seguidores do Al-Masry invadiram o campo e lançaram pedras e garrafas contra os torcedores do Al-Ahly.

Os acusados negaram as acusações de homicídio doloso e de porte ilegal de armas que pesavam sobre eles. A torcida organizada do Al-Ahly, que afirma que a maioria das vítimas procediam de suas fileiras, ameaçou as autoridades dizendo que iria provocar o caos se o veredicto não fosse severo. Os torcedores do Al-Ahly são conhecidos por seu apoio ativo à revolta popular que, no início de 2011, provocou a queda do então presidente Hosni Mubarak.

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