Foto: Simone Fernandes/Arquivo Pessoal

Um homem armado com um facão invadiu a escola infantil Pró-Infância Aquarela, localizada na rua Quintino Bocaiúva, no bairro Industrial, em Saudades, no Oeste catarinense, na manhã desta terça-feira (4), e matou três crianças e uma professora conforme informações da Policia Militar.

Segundo informações dos bombeiros que atenderam ao chamado, duas crianças e uma professora morreram na hora. Uma terceira criança foi levada ao hospital, porém também não resistiu. As vítimas são bebês, todos menores de dois anos.

Ainda segundo os socorristas, uma mulher foi levada ao HRO (Hospital Regional do Oeste), de Chapecó, em estado grave, porém também morreu em decorrência dos ferimentos. Ela seria uma funcionária terceirizada.

O suspeito do atentado ficou gravemente ferido e foi conduzido ao município de Pinhalzinho, distante 11 km de Saudades. Ele está escoltado pela polícia.

Segundo informações da Polícia Civil, o agressor é um jovem de 18 anos. Não se sabe a motivação do ataque. A unidade de ensino atende alunos da educação infantil. Segundo o prefeito da cidade, Maciel Schneider, será decretado luto de três dias, suspendendo todas as atividades nas escolas.

“É uma tragédia inexplicável. Estamos colocando todas as equipes para dar suporte às famílias. É algo que não tem explicação”, disse o prefeito.

Polícia Civil inicia investigação

De acordo com o delegado de Pinhalzinho, Jeronimo Marçal Ferreira, o agressor teria  chegado de bicicleta na escola por volta das 10h portando uma faca grande. Cerca de 30 crianças estavam na escola no momento e ele invadiu uma sala de aula onde tinham quatro crianças, a professora e mais uma funcionária da escola. As demais crianças e professoras conseguiram se trancar dentro das salas de aula para evitar as agressões.

“Ele foi contido dentro da escola por vizinhos que ouviram os gritos e tentou tirar a própria vida. Os eletrônicos da vítima passaram pela perícia para buscar a motivação desse crime. Ele não tinha ligação com as vítimas e também não tem histórico policial”, explica o delegado de Pinhalzinho.