A paralisação dos cerca de 5 mil trabalhadores das 13 principais indústrias cerâmicas do estado distribuídas em Criciúma, Urussanga e Cocal do Sul, marcada para iniciar na noite desta sexta-feira, está adiada. Isso porque o sindicato patronal fez uma nova proposta para os trabalhadores que realizarão assembleias para definir se aceitam o valor oferecido pelos empresários.

A nova proposta do sindicato patronal, apresentada no início da tarde, aumentou o valor oferecido para 10% para os profissionais que recebem até R$ 3 mil, sendo 9% retroativo a janeiro, data base da categoria, e 1% a partir de maio. Já os profissionais com renda entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, o índice oferecido é 6,2%, além de abono de férias de R$ 750,00 para todos os trabalhadores.

As assembleias para que a categoria possa avaliar e votar a propostas patronal serão realizadas nesta segunda-feira, às 9h e 18h em Cocal do Sul, e às 10h e 19h na sede do sindicato em Criciúma. As negociações iniciaram em dezembro. “Estamos em estado de greve e os trabalhadores e que irão decidir se aceitam ou não o novo índice. As cerâmicas estão faturando alto. Somente em 2011 foram R$ 146 milhões e em janeiro de 2012 já somaram R$ 135 milhões e os trabalhadores, que são à força de trabalho e lucro, eles não querem valorizar”, ressalta o presidente do sindicato que representa os trabalhadores, Itaci de Sá. As cerâmicas Pierini, Elisabeth e Angelgres já acordaram com 10%.