Foto: Divulgação
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Os bancos devem ficar de portas fechadas por tempo indeterminado a partir de hoje. Conforme decisão tomada ontem em assembleia convocada pela regional do sindicato da categoria, a greve foi aprovada pelos trabalhadores.

Os bancários já haviam avisado que a paralisação poderia ocorrer em função da falta de consenso nas negociações de reajuste dos trabalhadores. Na região, os bancários aderiram ao movimento nacional.

“Infelizmente essa foi a alternativa que nos restou, diante da proposta que nos foi oferecida. Esperamos que em breve isso seja reavaliado e possamos chegar a um consenso, para não prejudicar os consumidores”, aponta o presidente do Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região, Armando Machado Filho.

Com o movimento, bancários de Tubarão e mais 15 cidades da região iniciam greve a partir de hoje. São pelo menos 50 agências envolvidas. A expectativa do sindicato da categoria é de que o percentual de adesão fique entre 80 e 90%.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu 5,5% de reajuste para salários e vales. A proposta inclui abono de R$ 2,5 mil, não incorporado ao salário. Os bancários querem reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), entre outras reivindicações.

Consumidores atentos

Os consumidores devem ficar atentos ao pagamento de faturas, boletos bancários e outros tipos de cobrança. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor, o Procon, embora a greve não afaste a obrigação do consumidor de pagar as contas, a empresa credora tem que oferecer outras formas e locais para que os pagamentos sejam efetuados.

Para não ser cobrado de encargos (juros e multa) e ter o nome enviado a serviços de proteção ao crédito, a recomendação do Procon é que o consumidor entre em contato com a empresa e peça opções de formas e locais para pagamento, como internet, sede da empresa, casas lotéricas, código de barras para pagamento em caixas eletrônicos, entre outros.

O Procon orienta que o consumidor documente esse pedido, ou seja, guarde cópia de e-mail ou anote o número de protocolo de atendimento, por exemplo. Assim, caso o fornecedor não atenda a tentativa de quitar o débito, o consumidor pode fazer a reclamação ao Procon.

Diário do Sul