Um dos golpes mais antigos aplicados pelos estelionatários no Brasil segue fazendo vítimas. A última a cair no Golpe do Bilhete premiado foi uma mulher de 51 anos. Ela foi abordada na área central da cidade e com a promessa de ganhar um bom dinheiro com o tal bilhete premiado, sacou 14 mil reais. As economias foram retiradas de duas agências bancárias na qual ela tinha conta. Em seguida, entregou o dinheiro ao golpista, que desapareceu sem deixar pistas.

Como funciona o Golpe:

Segundo algumas fontes os primeiros casos remontam até os anos quarenta. O roteiro clássico é o seguinte: O golpista, com jeito de caipira pouco esperto ou de pessoa humilde, pede informações sobre o endereço de uma agência da Caixa Econômica Federal dizendo que é para receber um prêmio de loteria ou outro sorteio.

A caminho da Caixa Econômica, e depois de muita conversa, o golpista propõe à vítima de lhe vender o bilhete premiado por uma fração do seu valor. Em alternativa poderá apresentar a proposta como um pedido de ajuda para resolver problemas. Ajuda na qual a vítima supostamente sairia ganhando. Para justificar a generosa oferta dirá que tem pressa porque o ônibus para sua cidade parte em 15 minutos, que esqueceu ou perdeu os documentos (e não pode retirar o prêmio), que está desorientado com a burocracia ou com a “cidade grande”, que é analfabeto, que tem alguém esperando ele, que a mãe dele está no hospital etc…

Se a vítima cair nesta conversa sacará o dinheiro da própria conta bancária e o entregará ao golpista em troca de um bilhete que não vale nada