Foto: Divulgação
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Para quem já se assustou com o reajuste no preço dos combustíveis há 20 dias, pode se preparar. Nesta semana, os catarinenses vão sentir um novo aumento. E mais: até o fim do mês, a Petrobras terá que subir novamente os preços dos combustíveis e vender mais ativos para manter sua posição de caixa na bolsa de valores.

Nos próximos dias deve chegar às bombas uma atualização levando em conta a alteração do valor-base do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual. O percentual de 25% do imposto era calculado sobre o valor de R$ 3,33 (preço médio estadual segundo dados da secretaria estadual da fazenda), que agora foi reajustado para R$ 3,45. De acordo com o presidente em exercício do Sindicato de Revendedores Varejistas de Combustíveis (Sindicomb) da região sul do estado, Luiz Ângelo Sombrio, essa segunda elevação neste mês acompanha os aumentos de impostos do governo federal e do preço feito pela Petrobras.

“Esses valores foram represados pelos revendedores por alguns meses e agora eles não têm como absorver. O repasse será imediato, assim que acabar o estoque, na nova compra já será repassado ao consumidor”, explica Luiz Ângelo. “Tivemos o aumento do álcool anidro que nem foi repassado ao cliente final. E a Petrobras trará mais um reajuste, entre 4 e 6%. A previsão é que até o fim do mês a gasolina chegue a R$ 4,00”, salienta.

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), nas últimas semanas o estado teve aumento médio de 6,25% no preço do combustível, variação próxima da margem do reajuste de 6% feito pela Petrobras nas distribuidoras no início do mês.

No último levantamento da ANP (entre os dias 11 e 17) o estado aparece com o quinto preço mais baixo do país, R$ 3,395.

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