Para mensurar a variabilidade qualitativa dos parâmetros que podem ser levantados em áreas de recuperação ambiental, a equipe de pesquisadores do Centro Tecnológico Satc (CTSatc) desenvolveu uma proposta de indicador de qualidade ambiental. Este indicador reúne informações   obtidas pela análise dos fatores solo, fauna e flora. E, a partir dessas definições, contribuem para que se avalie o estado de recuperação do local.

A partir de uma equação de integração ponderada de fatores, e de seus componentes, observando critérios que são identificados nas áreas, limiares legais, bibliografia nacional e internacional, os pesquisadores montaram um modelo local para desenvolvimento do estudo. “Queremos tirar a subjetividade do processo de análise, contribuindo para que as avaliações sejam mais técnicas”, reforça o pesquisador Daniel Pezente.

Os estudos foram divididos em etapas. Na primeira, que iniciou em fevereiro deste ano, a equipe fez avaliações prévias. Os testes-piloto foram realizados em áreas em recuperação ambiental, outrora, passivo de mineração do setor carbonífero de SC. A partir da equação definida pelos pesquisadores, foi abastecido o modelo com os valores levantados para cada fator: solos, fauna e flora.

Em cada um dos três fatores foram estabelecidos componentes que ajudam a compor esse indicador macro. “É a partir desses dados técnicos que conseguimos observar como está a recuperação da área. O índice vai de zero a cinco, e quando mais próximo do cinco melhor é o fator de recuperação”, explica Pezente.

A primeira fase da pesquisa foi apresentada no 6º Simpósio sobre Sistemas Sustentáveis, realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no mês de agosto. Com o título “Proposta de indicador de qualidade ambiental integrado para áreas de preservação permanente em recuperação pós-mineração na bacia carbonífera de Santa Catarina”, os pesquisadores trouxeram a análise dessa etapa inicial.

Além de Pezente, o artigo é assinado pelos pesquisadores William Sant’Ana, Mauro Zavarize, Ricardo Vicente e Jefferson de Faria, integrantes do Núcleo de Meio Ambiente do CTSatc. É esse grupo que se debruça sobre a pesquisa nos últimos sete meses.

O passo seguinte é validar essa fórmula proposta. Conforme Pezente, o objetivo agora é envolver a comunidade externa, órgãos ambientais e novos técnicos para debater a necessidade de integração de novos parâmetros, componentes e seus respectivos limiares. “A intenção é fazer com que os indicadores sejam analisados e validados. Para que possamos alimentar os parâmetros com dados técnicos, ampliando a assertividade”, pondera o pesquisador.

Assessoria de Imprensa da Satc (www.satc.edu.br)