A futura estrutura determinada a promover e dar suporte ao empreendedorismo inovador do Sul de Santa Catarina, o Centro de Inovação Regional de Criciúma, recebeu o nome de CRIO. A novidade, acompanhada da identidade de imagens e ideias associadas à marca, foi apresentada ao público pelo Comitê de Implantação da futura estrutura em evento na ACIC, na noite desta terça-feira (30).

O processo de branding (construção e gestão de marca) do agora “batizado” CRIO foi conduzido pela agência de comunicação SDI, de Criciúma, ao longo dos últimos meses e envolveu dinâmicas com empresários, entidades e profissionais conectados ao chamado ecossistema de inovação regional. “Colhemos informações a respeito de como a região se reconhece e gostaria de ser reconhecida em suas potencialidades econômicas e principalmente as expectativas do que vai representar o centro de inovação. E então chegamos a esse nome que evidencia o futuro ambiente de conexões, de ideias e negócios, tecnologia e desenvolvimento”, resume o publicitário e diretor da SDI, Jonatha Manique Barreto.

A jornada para transformar o CRIO em realidade está se aproximando, comemorou o presidente do Comitê de Implantação, órgão multiinstitucional responsável por planejar a obra e o modelo de governança do complexo. As obras do prédio que vai abrigar o centro de inovação regional estão em andamento desde julho, entre as ruas Henrique Lage e Araranguá (Centro de Criciúma), um imóvel pertencente à Unesc. “Nossos grupos de trabalho do comitê estão empenhados nesse sonho há mais de sete anos. Hoje demos mais um passo importante nessa jornada, aproximando cada vez mais a comunidade. Esse processo é coletivo com o objetivo de criarmos uma estrutura que consiga articular todos os chamados atores do ecossistema – entes governamentais, instituições de ensino, empresas e entidades do setor produtivo e organizações sociais para fortalecer o empreendedorismo”, frisou.

Centros de Inovação de sucesso no estado

A fim de dar uma compreensão um pouco mais precisa de como atua um centro de inovação, o evento contou com uma mesa redonda com representantes dos centros de Joinville (Ricardo Fantinelli) e Blumenau (Udo Schroeder) e do Governo do Estado – o presidente da Fapesc, Fábio Holthausen, e o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Moris Kohl.

Em operação há dois anos e meio, o Ágora Tech Park de Joinville, conta com projetos de fomento à inovação, 12 startups incubadas, sete laboratórios privados de empresas e uma comunidade de acadêmicos e de mercado envolvida. Para o coordenador do centro de inovação da maior cidade de Santa Catarina, os grandes aprendizados que devem ser absorvidos por todos é que cada região tem suas caractetísticas e as regiões catarinenses precisam trabalhar articuladas pensando coletivamente enquanto estado visando a competitividade internacional. “Muitas coisas que nós passamos não vão valer para Criciúma, mas as experiências e a colaboração ajudam a agilizar os processos e fazer todos andarem mais rápido. Por isso é fundamental trabalharmos em rede de centros de inovação”, acredita.

O desafio de formar um ambiente acolhedor e atrativo para os talentos da região e de fora foi enaltecido pelo presidente da Fapesc, Fábio Holthausen. “Um local que os jovens possam enxergar a oportunidade de empreender e dar vazão ao seus potenciais, com estrutura de apoio. O CRIO e os demais centros de inovação serão fundamentais para que essas boas ideias fiquem e sejam desenvolvidas no estado”, afirmou.