Os trabalhadores do canteiro de obras da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, continuam parados. Tudo porque o consórcio Camargo Corrêa/M. Martins/Construbase deveria dar uma resposta ontem quanto às reivindicações e não o fez. Ao contrário, a empresa ajuizou dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho, sexta-feira, para que a greve fosse decretada como ilegal.
“O TRT preferiu intimar as partes e marcar uma audiência de conciliação para amanhã (hoje), às 13h30, em Florianópolis. Depois da audiência, uma assembleia deve ser realizada para decidir se voltam ao trabalho ou não. Enquanto isso, os trabalhadores continuam parados”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Pesada de Santa Catarina, Arnaldo Camargo de Freitas.
Entre as reivindicações estão melhores salários, com reajuste de mais 9% – totalizando 25% -, e melhores condições de trabalho, bem como plano de saúde, pagamento integral das horas extras e direito à visita aos familiares, já que a maioria dos trabalhadores é proveniente de outros Estados brasileiros, como o Nordeste.
Atualmente, o canteiro de obras conta com 1.026 funcionários. As obras da ponte fazem parte da duplicação da BR-101.

Portuários

Uma paralisação, na próxima terça-feira, pode ser realizada pelos portuários de todo o Brasil, inclusive pelos trabalhadores do Porto de Imbituba, que se reuniram na última sexta-feira para analisar a possibilidade. A intenção da classe é pressionar o governo federal a alterar a Medida Provisória 595, que modifica o marco regulatório dos portos. A greve deve ser aderida por 36 portos e, a princípio, será realizada por 24h. Caso não haja negociação, a greve pode ocorrer por tempo indeterminado.

Tatiana Dornelles: Diário do Sul