Como no ano passado, Sílvio Criciúma assume o comando técnico do time que carrega em seu nome profissional. Em 2012, foi o treinador da equipe no Campeonato Catarinense e Copa do Brasil, com a saída de Márcio Goiano. O auxiliar-técnico de 41 anos vira novamente responsável pelo time com a demissão de Paulo Comelli. Nada que apavore Silvio Nicoladelli.

O homem nascido em Orleans cumpre sua função com a certeza de que ventos mais agradáveis soprarão no Heriberto Hülse. O diretor executivo de futebol do Criciúma, delegou a ele a incumbência de treinar, escalar e dirigir o time até que um novo treinador seja contratado.
– O que presencei foi a apresentação dele para o grupo. Ele (Cícero Souza) me chamou e conversou. Disse que provavelmente eu comandaria a equipe no sábado. Mas pode ser que o treinador chegue, não sei se vai assumir ou não. A certeza é que a casa será arrumada novamente. Uso o termo porque saiu gerente, treinador e preparador físico. Mas outras pessoas com competência virão para fazer o Criciúma muito forte – garante Sílvio.

Ele encaminha a equipe que vai enfrentar o Camboriú às 16h de sábado, no estádio Roberto Santos Garcia. Novamente em momento delicado. O Tigre é o sétimo colocado do Campeonato Catarinense, com 11 pontos somados em nove jogos. Criciúma até o nome, Sílvio tenta fazer com que o moral dos jogadores se eleve, principalmente com um triunfo o quanto antes.
– Quando da demissão, da saída, por um momento positivo ou negativo, do treinador esta é uma das minhas funções no clube. Acho que eu estou preparado para este momento. Joguei futebol profissional por 18 anos e sempre vivi sob pressão. Acho que consigo administrar bem. Infelizmente no futebol, eu não sou como aquelas pessoas que depois de uma derrota consegue esquecer. A derrota me dói bastante. Já a vitória não comemoro tanto, porque sei que é passageira. Falei ao grupo que só iríamos ganhar o jogo do sábado a partir de terça-feira, quando da apresentação, com bons treinos, focados nos objetivos e sabedores da responsabilidade de cada um. O Criciúma é muito grande para estar nesta situação. Somente os atletas é que, diretamente, são os responsáveis por mudar esta situação.

Por GLOBOESPORTE.COMCriciúma, SC